terça-feira, 3 de junho de 2014

Teoria Comportamental

Autores: Barbara Leone; Bruno Costa; Nayara Guerra; Rosilene Moreira

A Análise do Comportamento está ligada diretamente ao Bahaviorismo radical.  Sendo assim, o Bahaviorismo considera que todos os fenômenos comportamentais podem ser estudados a partir de experimentos por meio de metodologia científica. A partir dessa análise adotou-se um modelo de consequências que pode ser divido em três: Filogénetico (evolução das espécies), ontogenético (evolução de indivíduos particulares) e cultural (evolução das culturas).
O Behaviorismo não é o estudo científico do comportamento, mas uma filosofia da ciência preocupada com o objeto e métodos da psicologia. Se a psicologia é uma ciência da vida mental - da mente, da experiência consciente - então ela deve desenvolver e defender uma metodologia especial, o que ainda não foi feito com sucesso. Se, por outro lado, ela é uma ciência do comportamento dos organismos, humanos ou outros, então ela é parte da biologia, uma ciência natural para a qual métodos testados e muito bem sucedidos estão disponíveis. A questão básica não é sobre a natureza do material do qual o mundo é feito ou se ele é feito de um ou de dois materiais, mas sim as dimensões das coisas estudadas pela psicologia e os métodos pertinentes a elas. Conforme Skinner (2009),

um evento comportamental é o produto conjunto da história de aprendizagem do sujeito. Assim, pode-se dizer que o ambiente (externo - físico, social; interno - biológico, histórico) seleciona grandes classes de comportamento. Para Sidman (2009), quando falamos de comportamento estamos nos referindo a ações que fazemos no nosso cotidiano como: andar, falar, correr [...] uma parte do comportamento é privado, como o ato de pensar, prestar a atenção, imaginar, entre outras.

B. F. Skinner: Psicólogo Comportamental
Sidman (2009), em seu estudos afirma que controle comportamental não é uma questão de filosofia, ou de sistemas de valores, ou pessoais a serem rejeitados ou aceitos de acordo com nossa preferência. Sendo assim as leis relacionadas ao comportamento exigem uma certa investigação em suas devidas aplicações.






Referências:

SIDMAN, Murray. Coerção e suas Implicações. São Paulo: Livro Pleno, 2009.


SKINNER, B.F. Ciência e Comportamento Humano. São Paulo: 3 ed. Martins Fontes, 2003.

Teoria Comportamental e Religião

Religião e homem não podem ser entendidos separadamente, pois a religiosidade acompanha a evolução cultural humana, inclusive todas as suas características de comportamento peculiar. Homem e religião, portanto, estabelecem entre si uma relação de reciprocidade: a religião incita o homem a se comportar de uma determinada maneira e o homem, por sua vez, molda a religião conforme suas características na forma de ser e agir. Em sua narrativa Rodrigues e Dittrich (2007), descrevem o diálogo entre dois sujeitos, um Behaviorista Radical e Cristão Ortodoxo. 

O primeiro, um sujeito behaviorista questiona a igreja como uma entidade coercitiva fazendo um breve comentário “O tipo de controle exercido pelas igrejas, é um controle que envolve punição e reforçamento negativo com muito mais freqüência que o reforçamento positivo; portanto, são agências nas quais a coerção predomina”. O cristão rebate a crÍtica afirmando que todo aquele possuidor da fé está ligado diretamente a uma instituição religiosa. Sendo assim, cumprindo os mandamentos que ali são pregados, e que tais aços devem ser subjugadas por leis religiosas.

Para Skinner (2003), A justificativa do procedimento religioso é uma parte importante da Teologia. Um procedimento particular pode ser recomendado porque eleva ao máximo entidades como a salvação , ou a glória de Deus. Essas justificativas presumivelmente estão além do domínio da ciência. Uma análise das técnicas nos permite explicar o comportamento do controlador e do controlado sem levantar a questão de qualquer feito final.



Referências:

RODRIGUES. Tyffanne S. P; DITTRICH, Alexandre. Um diálogo entre um cristão ortodoxo e um behaviorista radical. Psicologia: Ciência e Profissão; Brasília Volume 27, n°3, setembro 2007.

SIDMAN, Murray. Coerção e suas Implicações. São Paulo: Livro Pleno.2009.

SKINNER, B.F. Ciência e Comportamento Humano. São Paulo:3.ed. Martins Fontes  2003. 

 


Teorias Psicossociais

Autores: Dominique Coelho; Luiza Borges; Paloma Félix; Samuel Martins.

Uma nova concepção do Homem para a Psicologia: A cognição social, ou a forma de pensar da sociedade, no contexto da Psicologia Social, sobre as outras pessoas ou sobre si mesmas, formam impressões acerca de outras pessoas ou grupos sociais que expliquem comportamentos e fatos sociais. 
Partindo do ponto em que as pessoas são limitadas em sua capacidade de decodificar informações, e por isso usam de certos atalhos para poder lidar com um volume acentuado de informações, conclui-se que, são cometidos inúmeros erros e distorções em seus julgamentos e tomada de decisão. Esses julgamentos podem ser simples e espontâneos, quanto podem ser bem elaborados e complexos.
O autoesquema decorre de uma análise crítica sobre si mesmo, que leva o indivíduo,o Homem, a se apresentar de diversas maneiras, dependendo do ambiente social em que se está, ou seja, o ambiente social dirá a forma como o indivíduo deverá se comportar, para que seja feita a adaptação dentro do ambiente social.
Psicologia Social contemporânea: As atitudes se encontram associadas os avanços, aos valores e as opiniões e de envolverem avaliação do espaço social.
Como o processamento de informações pode apresentar-se de certa forma limitada, uma das atitudes, pode ser, como por exemplo, concordar com a maioria em determinado assunto ou contexto, porém essas atitudes são mais instáveis e, por isso, passíveis de mudanças. As atitudes automáticas produzem comportamentos espontâneos e atitudes deliberadas ou complexas, produzem comportamentos mais conscientes.
Partindo do principio que estamos constantemente nos relacionando com outras pessoas e que elas passam por nosso convívio deixando traumas ou experiências gratificantes, podemos dizer que essas experiências nos remetem a novas experiências de relacionamentos grupais. Um grupo não é somente a reunião de duas ou mais pessoas com um objetivo comum de ação, nesse contexto. Um grupo possui membros que entendem qual a finalidade do grupo, transformando-o num ser, em uma única coisa, que ultrapassa a ideia de membros.
Já na identidade social o indivíduo é moldado pela sociedade e pela cultura, onde o próprio autoconceito é produto da pertença grupal ligada a identificação, as pessoas são motivadas a manter uma autoestima elevada e manterão uma identidade social para garantir sua permanência no grupo. Pessoas que vivenciam diminuição de sua autoestima tendem a expressar maior preconceito.
Psicologia Social na América Latina: Os psicólogos sociais na América Latina, segundo Martin-Baró, devem contribuir para que o ser humano seja um ser social, mas que desenvolva sua própria identidade e autonomia para sanar seu vários problemas. Que o ser humano também desenvolva um saber psicológico historicamente construído que se mostre capaz de emergir dos problemas e conflitos vivenciados pelo povo latino americano.
Estudos da Psicologia social na América latina também mostra que os psicólogos latino-americanos vêm dando ênfase a pensar a sociedade como um todo, para uma produção de conhecimento contextualizado para solucionar os problemas sociais como violência doméstica, poder social, gerando uma intensa produção teórica para a psicologia comunitária.



Referências:

JACQUES, Maria da Graça Corrêa; et al. Psicologia Social Contemporânea: livro-texto. Petrópolis, RJ: Vozes. 1998, ed 2.



ANDERY, Alberto A.; et al. Psicologia Social: O Homem em Movimento. São Paulo: Brasiliense, 1994, ed 13.

Teoria Psicossocial e Religião

As sociedades, desde os tempos remotos, têm buscado por respostas que giram em torno da origem de nosso mundo, “de onde vimos”, “pra onde vamos”, entre outras questões. Essas explicações fez com que as pessoas buscassem por respostas que as convencessem. 

As religiões trazem consigo, e cada uma com sua particularidade, explicações que vão, de certa forma nortear caminhos para busca que vão de, certa forma, responder a tais questões. É por essa, e mais um série de razões que, correntes ideológicas presentes nas religiões, se dispõe de forma tão clara e comum nos tempos passados e nos dias atuais, desde a forma de pertencimento grupal que se faz presente nos adeptos religiosos, até a tentativa de unir e encurtar o espaço entre Deus e Homem. O que chamamos de visão de mundo, como o vemos e o interpretamos, como agimos e como teorizamos e nos expressamos (arte, costumes, modos) diante de determinados fatos. Dentro desses termos entramos no Fenômeno Religioso, pois é exatamente nessa interpretação de mundo, nessa releitura que surge o chamado “sagrado”, aquilo que se difere de todo o resto, definindo-se como o elo entre o ser humano e o “sagrado”. Sendo assim, cultura e religião são basicamente a busca, a interpretação, a revisão do mundo, como um todo, em que estamos inseridos.



Referências:

LARA-JUNIOR, Nadir. Análise Psicossocial da Religião como um dos Fundamentos Políticos das Ações Coletivas no Brasil: A Mística do MST. São Paulo: PUC-SP, 2006. ABREU, EDIVALDO SIQUEIRA DE. O Fenômeno Religioso. http://meuartigo.brasilescola.com/religiao/o-fenomeno-religioso.htm. Data do último acesso: 13 de maio de 2014.


ANDERY, Alberto A.; et al. Psicologia Social: O Homem em Movimento. São Paulo: Brasiliense, 1994, ed 13.